quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

adorável maksoud



































vivi tantas coisas nesse hotel em 2008, que ele não podia deixar de receber uma homenagem especial no blog
saí de lá com um aperto no coração
é a moldura de um pedaço bem grande da minha vida
a sopinha de espinafre, os jardins suspensos, o brigadeiro, a banheira, a vista, a arquitetura, os funcionários, o yakult e a panqueca de banana no café da manhã, tudo isso retocando meus dias, tornando meu cotidiano especial

domingo, 14 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

40 anos ATM 68 UFSM








































De todo meu amor por dirigir na estrada, não herdei nenhum por cento dos meus pais. Eles odeiam. Acabamos sempre juntando os gostos, e, quando têm que viajar, dirijo eu. Porque de viajar eles gostam, e muito. Mas preferem sempre ter "um motorista". Eu me presto facinho para isso. Levei-os no encontro da ATM 68 da UFSM, em Itá/SC: 40 anos de formatura de meu pai (minha mãe fez trinta quase na mesma data, mas a turma dela não é tão organizada quanto a de meu pai). Da Rota Romântica para a pior estrada do RS. Como alguém pode falar mal de pedágio????? Sério, tem que ser muito ignorante, ou não conhecer nenhuma estrada no Brasil, para criticar a existência de pedágios.

Bom, fora isso, o fim-de-semana foi maravilhoso. Muito sol, muita alegria, muitos reencontros, muitas histórias para contar. Bonito como a turma permanece conectado apesar das distâncias no tempo e no espaço.

Além disso, aproveitei para ficar com meus pais, sem ter que dividí-los com ninguém, hehehehe.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

as coincidências são a mais pura expressão do fantástico

A frase acima é minha, mas o texto abaixo é do Cortázar. Logo depois de postar a história de que todos somos crianças, li uma entrevista, cujos fragmentos transcrevo:

"- ... Mas o que é mesmo amadurecer? É uma operação seletiva da inteligência, que vai optando cada vez mais por coisas consideradas importantes, deixando as outras de lado. Para o adulto, deixa de ser importante brincar de amarelinha e passa a ser importante pagar o aluguel. A criança de preferência nem sabe o que é aluguel e brinca de amarelinha como se fosse algo muito importante... (Cortázar)

- ... Creio que, ao final de tudo, a literatura deve ser uma brincadeira, uma grande brincadeira. (Bermejo)

- Acho que é correto seguir esse caminho. Ele nos leva a uma tentativa de definição do lúdico; o lúdico não como uma visão trivial, infantil (no sentido que os adultos dão à palavra infantil), mas sim uma atividade profundamente séria. A brincadeira como uma coisa que tem uma importância em si, um sistema próprio de valores e que pode dar uma grande plenitude a quem pratica... (Cortázar)."

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

direções







Fazia dois anos que não tinha um carro. Sempre achei um absurdo as pessoas sustentarem automóveis e os enxergarem como algo NECESSÁRIO na vida delas (essa perspectiva de NECESSIDADE é algo bem característico do Brasil, mas muito forte no Sul do Brasil, e eu ainda lido um pouco mal com isso), mas ganhar um carrinho velho com IPVA e seguro pagos até que não me incomodou, por causa de uma coisa que há tempos não experimentava: a liberdade de dirigir na estrada.
Não sei o que acontece comigo quando dirijo na estrada. Talvez uma sensação de que não pertenço a lugar nenhum, e que pertenço a todos; de que estou de passagem, mas que estou absolutamente presente. Talvez porque eu me enquadre, na classificação do Sérgio Buarque de Holanda, na categoria dos aventureiros (em contraposição a dos trabalhadores – a fábula da cigarra e da formiga histórico-sócio-antropologicamente revisitada?). Talvez porque, segundo nosso amigo Nietsche (o alemão, não o gato) somos todos andarilhos*.
Mas acho que é mais que isso. Caso contrário, teria a mesma sensação de liberdade no ônibus e na carona, e não apenas enquanto sou a motorista. A direção (a redonda) e a direção (a linear) nas mãos. Deve ser essa a explicação. Além do nomadismo, da cigarrice, do não-pertencimento, a minha bugrice-charrua, que não me permite ficar sendo guaranísticamente catequisada nas missões, pesa muito.

Não por estar dentre os 100 Programas para se fazer no Brasil antes de morrer, mas por algo sentimental, por algo da infância, que não sei bem explicar, escolhi a Rota Romântica para estrear o novo-carro-velho. As fotos são de 01.11.08, dia da reestréia na estrada. Os vídeos feitos ao longo de dois anos, 2007 e 2008.

*O andarilho. Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão não pode se sentir mais que uma andarilho sobre a terra – não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem... Quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, quieto passeia entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presente daqueles espíritos livres que estão em casa, na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz, ora meditativa, são andarilhos e filósofos. ELES BUSCAM A FILOSOFIA DA MANHÃ.